Alimentos Orgânicos – Vale a pena pagar pra evitar agrotóxicos?

foto de diversas frutas e vegetais dispostos sobre toalha grossa

E hoje para equilibrar com o assunto de semana passada, vamos falar de uma alimentação boa: alimentos orgânicos! Vamos falar do que deve conter nos nossos pratos no dia a dia.
Hoje o tema é Produtos Orgânicos!

Um produto orgânico é muito mais do que um alimento natural, que não contém fertilizantes sintéticos e agrotóxicos e que não sejam transgênicos. O pensamento vai além, o alimento orgânico é resultado de uma agricultura de sustentabilidade. O cultivo natural, o equilíbrio ecológico e, por fim, o respeito ao próximo.

A ideia de se cultivar novamente vegetais sem o uso de aditivos químicos iniciou-se com o alface. Aos poucos, com bons resultados, essa produção começou a envolver
legumes em geral, frutas, café e até uvas para a produção de vinho. O ponto negativo dessa produção – e que afasta um pouco a adesão das pessoas – é que
esses produtos chegam ao mercado com um preço particularizado.

Quer dizer, um valor (beeem) mais alto é justificado por todo o processo cuidadoso em de cultivo.

Mas não desanimem!! Essa diferença que dói um pouco no bolso, só traz benefícios a saúde. E evita os malefícios já conhecidos pelo consumo rotineiro de alimentos cheios de agrotóxicos.

O risco dos agrotóxicos

Veja aqui o quê o consumo exagerado de alimentos com agrotóxicos pode causar:

Sintomas rápidos 

Tonturas,
Cólicas abdominais,
Náuseas e vômitos,
Dificuldades respiratórias
Irritações na pele, nariz, garganta e olhos;

Já os sintomas da intoxicações a longo prazo podem ser:

Paralisias
lesões cerebrais e hepáticas,
tumores,
alterações comportamentais, entre outros.
Mas voltando a parte boa!!

Na produção é necessário que o indivíduo responsável mantenha a harmonia entre três setores: social, ambiental e econômico.

Mas como assim? Bom, o produtor deve cumprir as exigências da legislação sanitária, ter uma correta disposição do lixo e sempre promover o bem estar do animais. Por outro lado os trabalhadores também tem os seus direitos assegurados. Já o solo é enriquecido ao natural, não recebe agrotóxicos, pesticidas, adubos químicos ou sementes
transgênicas. Os animais são criados livres, sem receber suplementação de hormônio, anabolizantes ou qualquer outra droga que seja.

Ok, é tudo muito bonito, mas sabemos da dificuldade do nosso pais em manter as coisas certas, não é? Como iremos garantir que o alimento que eu estou comprando como orgânico, realmente é orgânico e não estou sendo enganado?

Funciona assim pessoal: temos entidades certificadoras e organismos participativos que cuidam deste tipo de alimentação. Eles devem atestar que todos os rígidos padrões pré estabelecidos foram cumpridos. Os princípios são estabelecidos por uma Lei Federal – o negócio é sério, galera!

Para entrar na classificação de Alimento Orgânico são analisados os processos: ecológicos, biodinâmico, natural, regenerativo, agroecológico e da permacultura. Esta certificação fica comprovada por um selo que é colocado na embalagem do alimento. E então, este selo torna-se a prova de confiabilidade para o consumidor. Agora o crescimento desse campo necessita da confiança do indivíduo para com essa certificação – quanto mais confiarmos e investirmos neste tipo de cultura, mais ela ira crescer!

imagem de cenoura e espinafre, recém saídos da feira, unidos em fardo, sobre mesa de madeira, banhados pela luz do sol

E o produtor de alimentos orgânicos? 

Nas propriedades de agricultura orgânica, as etapas de produção usam técnicas que vão respeitar o meio ambiente, criando um ambiente em que consiga integrar a
produção diversificada de espécies vegetais e animais. Essas práticas garantem a biodiversidade a transforma a agricultura em um ciclo sustentável. Além de tudo, outro ponto positivo é que os alimentos orgânicos promovem a união de produtores rurais, criando assim uma sustentabilidade econômica.

Ao produtor interessado, técnicas são ensinadas afim de de preservar o uso do solo, da água e do ar, de modo que elas possam reduzir as formas de
contaminação e desperdício dos recursos naturais. Ou seja, não só nos alimentamos com cuidado e consciência, mas ajudamos a cuidar do nosso planeta! (e olha que ele
está precisando!)

Os produtores familiares que quiserem ter o selo nos seus produtos para venda direta ao consumidor devem estar cadastrados no Ministério de Agricultura (MAPA).

VOCÊ SABIA?

A expressão ‘produto orgânico’, se analisada com critério, não foi empregada corretamente: parando para pensar, todo e qualquer alimento, independente do seu método de produção, é feito por substâncias orgânicas.

Por tanto nossa alimentação sempre será orgânica. A diferença está mesmo no que dissemos acima, no método de cultivo. Mas o nome não tem importância! O importante é saber que os chamados alimentos orgânicos são uma excelente escolha hoje em dia.

Leia mais: alimentos e dieta vegetariana & vegana. Vipfood Blog

Tenha sua própria horta de alimentos orgânicos!

Você já pensou em fazer em casa a sua própria horta? Mesmo que pequena, com alguns temperos que você pode colher fresquinhos na hora em que estiver preparando suas refeições.

Ô mais que idéia boa, não é necessário nem muito espaço, afinal hoje em dia até hortas verticais temos por aí. Além disso a jardinagem é um exercício relaxante, vai
ser bom separar um pedaço do seu dia para dedicar a esse cuidado.

Aqui algumas dicas para ter uma boa horta:

Mudas misturadas: Fique sempre atento as mudas que irá plantar no mesmo local. Algumas não se dão bem e atrapalham o crescimento da outra. Por isso é bom pesquisar antes de começar. O hortelã, por exemplo, é perfumado, mas tem raízes invasoras, que destroem as de outras espécies.

Adubos naturais: temos a chance de sermos orgânicos! Pode-se usar húmus de minhoca ou torta de mamona, que é rica em nitrogênio e faz com que as folhas fiquem
grandes e robustas.

Luz dosada: O local tem que ser bem escolhido. O ideal é que a horta receba no mínimo quatro horas de sol por dia. Sempre lembrando que cada plantinha tem sua
especificidade;

Boa drenagem: Devemos estar em dia com a água, não esquecer de sempre manter a hortinha úmida. Mas cuidado, não vai encharcar demais, pois elas morrem. Garantam
que elas vão ter um bom lugar para ser drenado;

Poda drástica: Não tenha dó, consuma mesmo as suas plantinhas da horta. Quanto mais podamos, mais elas crescem e mais verdinhas ficam.

Acesse este link para +56 ideias para fazer sua própria horta em casa!

Para fazer passar vontade!

Imagina você na sua casa, querendo fazer algum tempero diferente, e se deparar com
essa receita? Repare nos ingredientes, você poderia colher diretamente da sua horta e
ter tudo fresquinho!

Chimichurri:

  • 3 xícaras de ervas verdes frescas – recomendado (salsinha, orégano e coentro) mas substitua uma delas conforme o seu gosto e sua horta!
  • 6 dentes de alho
  • 3/4 de uma xícara de azeite de oliva extra-virgem
  • 1/4 de xícara de vinagre de vinho tinto
  • 1/4 de colher de chá de pimenta caiena ou pimenta calabresa
  • 1/4 de colher de chá de pimenta do reino moída

Modo de preparo:

Retire os excessos das ervas, descasque o alho e pique tudo
Em uma tigela, misture as ervas, o alho, e as pimentas. Após a mistura dos secos
adicione o vinagre de vinho tinto, o azeite e mexa. Tampe e deixe descansar fora da
geladeira por 1 hora até 48 horas, o importante e deixar os sabores se misturarem.
Em geral, o ideal é consumir em até uma semana, mas é possível que esse molho
fique bem conservado por até 15 dias na geladeira.
Pode ser consumido junto a pães, vegetais e até carnes. Mas preste atenção,
devemos consumi-lo sempre cru. Adicionar somente quando as preparações já
estiverem prontas.

Gostaram do texto de hoje? Promete que vai pensar em ter sua própria hortinha? Não vão se arrepender!! Façam e depois me contem
Espero vocês semana que vem.

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