Compulsão Alimentar

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Oi pessoal! Como vocês estão? O nosso assunto hoje é compulsão alimentar. Vamos ver o que realmente é , quais são os sintomas, e como podemos melhorar essa situação.

Inicialmente vamos entender como a nossa cabeça pode funcionar quando estamos com fome ou quando apenas queremos comer. Vamos ver alguns tipos de sentimentos que temos em relação à alimentação.

A culpa de um pouco de tudo isso se dá em relação a expansão da indústria de alimentos, que aumentou a oferta de todos os alimentos que passaram a ser produzidos em larga escala e sua distribuição chega a todos lugares.

De modo geral, tais medidas ajudaram a cair o preço dos alimentos e os tornaram mais disponíveis. Em qualquer mercado perto de casa você encontra todos os tipos de alimentos, resumindo, tudo está a passo de estar em sua mão.

Outro problema está em relação a maioria das nossas refeições que são feitas em meio a correria. Horários de almoços curtos, pequenos intervalos e pouco tempo para pensar no que estamos consumindo. Até que um domingo a tarde, temos tempo para descansar e relaxar. É quando por exemplo, fazemos um bolo de fubá.

Comer afetivo

O comer afetivo é um sentimento bom, é aquele comer  que te traz lembranças boas.

Aposto que você algum momento já se viu voltando ao passado ao saborear algo que costumava comer com grande prazer no passado: a canjica da mãe, o bolo de fubá da avó ou aquela carne do pai no almoços de domingo. São lembranças queridas capazes de te transportar à algum lugar bom. Isso é, simplesmente,sua memória afetiva que veio à tona.

Esses sentimentos ficam guardados, são imortalizados na nossa memória, e tem o poder de nos trazer um enorme conforto. Pode parecer que todo esse papo é besteira, mas o local onde crescemos e as pessoas com quem convivemos constroem nossa identidade social e, por consequência, nosso comportamento alimentar.

Desde que somos bebês construímos os nossos gostos e preferências de sabores, esses são extremamente individuais. O que eu posso achar uma delícia, pode não agradar você. Todo acúmulo das nossas experiências ao longo da vida é o que forma o nosso paladar. Uma coisa boa é que ele pode ser mutável. Quem nunca achou que nunca comeria algo, e depois de alguns anos ao provar novamente, sentiu uma nova sensação? Por isso, é importante  sempre estar aberto a experimentar novos sabores, novidades são novas construções.

Esse comer afetivo, é consciente e prazeroso. Não gera culpa após a alimentação, nem excede limites em relação as quantidades.

Comer emocional

Pode parecer que são a mesma coisa, porém é bem diferente. O comer emocional é ligado também ao conforto, mas de uma maneira errada. A comida é usada como recompensa diante de qualquer mal estar que você possa estar sentindo. A maioria dos comedores emocionais sentem uma impotência ao seus desejos de comer. Quando a vontade de comer vem, você não consegue pensar  em outra coisa.

O comer emocional é comer de maneira desconfortável, muitas vezes inconsciente e associado a angústia. Muitas vezes por ser inconsciente acaba sendo acompanhado por exageros e sentimento de culpa. É aquele que comemos por emoção ruim.

Compulsão Alimentar

Quadros repetidos desse comer emocional pode ser tornar em uma compulsão alimentar.

A compulsão alimentar é uma doença de nível mental em que a pessoa sente muita necessidade de comer,  até mesmo quando não está com fome, e que não para de se alimentar apesar de já estar satisfeita. Pessoas com compulsão alimentar comem grandes quantidades de alimentos em pouco tempo. Durante o episódio de compulsão a pessoa pode perceber que está tendo perda de controle.

O que pode causar essa compulsão?

  • Dieta restritiva: como sempre digo ‘Restrição gera compulsão’ após dietas que limitam muito a alimentação, há o risco da pessoa desenvolver a compulsão alimentar. Essas dietas deixam as pessoas deprimidas por serem privadas de diversos alimentos isso faz com que aumente o desejo por comidas que elas não poderiam comer.
  • Conforto emocional: Como já citamos várias vezes nesse texto pessoas que comem de forma compulsiva normalmente tem as mudanças emocionais como gatilho.
  • Imagem corporal: Pessoas com compulsão alimentar normalmente engordam muito e passam a não gostar de sua aparência. Pensam sempre que deveriam comer menos, mesmo que não consigam fazer algo a respeito disso. A consequência da pessoa se sentir constantemente gorda traz o medo de ganhar mais peso, então acontecem as constantes tentativas de compensar com dietas malucas.

 

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Sintomas

Alguns casos podem ser dificilmente diagnosticado, já que nos dias de hoje, é difícil parar para ver atentamente a sua rotina de alimentação. Mas fica aqui alguns sintomas, para que você possa se avaliar, ou alguém que está te preocupando.

  • Comer mais rápido do que o normal
  • Comer quando não está com fome
  • Continuar comendo mesmo quando já está saciado
  • Comer sozinho ou em escondido
  • Sentir tristeza/culpa por comer demais.

Lembrando pessoal, que tem compulsão alimentar, não é frescura, não é ‘não parar de comer porque não quer’. A compulsão é uma doença, deve ser tratada como tal. A pessoa em questão merece respeito e apoio.

Comer consciente

É desenvolver a sua consciência em relação aos seus costumes alimentares para que consiga fazer uma pausa e entender quais são seus gatilhos. Essa pausa para pensar faz com que comer seja também um momento para escolher e decidir o que e  quanto irá comer. Você pode, então, mudar os hábitos emocionais que têm sabotado sua alimentação no passado.

Para compreender qual é o sentimento do ‘comer emocional’ é lembrar das vezes em que você estava satisfeito, mas forçou abrir um espaço para a sobremesa, ou quando você come uma barra de chocolate quando está se sentindo triste. A maioria de nós já passou pela experiência do comer emocional, e usou a comida como ferramenta para fazer com que se sentisse melhor, ocupando lugar das necessidades emocionais, ao invés de encher somente se saciar e encher o estômago.

O uso de alimentos as vezes como impulso, recompensa, ou para comemorar não vai ser sempre necessariamente algo ruim. Porem, devemos estar atentos quando comer passa a ser o seu principal modo de enfrentar algum vazio emocional.

Ou quando o seu primeiro pensamento é abrir a geladeira/dispensa sempre que você está chateado, irritado, solitário, estressado, exausto, você fica preso em um ciclo  nada saudável, onde o sentimento real ou problema sempre é escondido.

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Tratamento

É imprescindível que o paciente em questão aceite que tem a compulsão, e esteja disposto a aceitar o tratamento. Todo processo envolve um equipe multiprofissional que envolve médicos, nutricionistas, psicólogos, educador físico, entre outros. O caminho não é fácil, mas com certeza é de sucesso. Confiar em si mesmo é o principal passo!

E vocês? Já sentiram essa vontade repentina de comer para preencher alguns espaço? Como lidam com esses sentimentos? Contem aqui pra gente!

Até semana que vem!

 

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